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sábado, 24 de novembro de 2012

LIBRAS QUE LÍNGUA É ESSA?

LIBRAS QUE LÍNGUA É ESSA?

Não é a língua, ou a existência curricular de uma disciplina chamada libras, que faz um grupo se integrar a uma suposta maioria, mas medidas políticas, tais como: melhor distribuição de renda; valorização da carreira do professor e salários digno; escolas preparadas para assumir uma política lingüística de educação bilíngüe; condições de acessibilidade e de respeito as diferença sociolingüísticas que marcam nosso país; a oportunização de condições para que esses brasileiros que não tem como língua materna o português (caso dos surdos) que possam exercer sua cidadania ao serem considerados, politicamente, brasileiros também em libras; e claro uma formação universitária de qualidade de futuros educadores. Outro aspecto muito importante o da formação de professores para atuarem em contextos educacionais bilíngües, é um dos grandes problemas a serem enfrentados pelos IES.
Não se pode falar em igualdade de condições de ensino na escola se não existir uma política de formação universitária de educadores devidamente capacitados para fazerem face às diferenças lingüísticas existentes em nosso país; diferenças que não se restringem somente ao caso dos surdos.

Primeiro professor surdo


Neste link você encontra um artigo que trata sobre a história do primeiro professor surdo da França: Etienne de Fay

Livro "Tibi e Joca"

TIBI E JOCA




Gente esse é outro livro de libras do ano de 2001 escrito pela Cláudia Bisol, que conta com a participação especial de um surdo, Tibiriça Maineri.
Essa história é de um menino surdo e é parecida com as histórias de muitas crianças que nasceram surdas.
Dúvidas, desespero, acusações, sofrimento dos pais é um mundo que teima em não se organizar sobre a criança. O que fazer?
O livro é rico em ilustrações e além de ser em português tem um boneco-tradutor que sinaliza as palavras-chave de cada página, que permitem ao usuário de libras acompanhar a história.

Vídeo "O som do silêncio"


Vídeo Emocionante...



O SOM DO SILÊNCIO

A HISTÓRIA DE VIDA SURDA


A HISTÓRIA DE VIDA SURDA


Quando adolescentes, e mais independentes dos pais, os surdos acabam por abandonar a escola e ingressam em comunidade surdas e muitos sentem profundo ressentimento contra o grupo (ouvinte) que teve com eles tanta intolerância. Nas ocasiões surdas vão aprender a se narrar surdos, a se vê como sujeitos como uma língua e cultura próprias, e não como deficientes auditivos (denominação que enfatiza o déficit orgânico e implica uma “identidade deficiente” em relação á condição das demais pessoas ouvintes).
Pessoas surdas, nessas condições de escolarização, mesmo após vários anos, apresentam dificuldades em relação à aquisição de conhecimentos de maneira geral, e especialmente no uso da linguagem escrita. Mas se pensarmos a história de vida e educação dos surdos não é uma história difícil de ser analisada e compreendida, ela evolui continuamente apesar de vários, impactos marcantes, no entanto, vivemos momentos históricos caracterizados por mudanças, turbulências e crises, mas também de surgimento de oportunidades.